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5 Cuidados ao Escolher Caixilharia em Zonas Costeiras

Porque é que a localização influencia a escolha da caixilharia?

Os projetos localizados em zonas costeiras beneficiam frequentemente de uma relação privilegiada com a paisagem, a luz natural e os espaços exteriores. No entanto, a proximidade do mar também cria condições de exposição específicas que devem ser consideradas na escolha da caixilharia, sobretudo quando estão em causa fachadas, janelas e portas diretamente expostas ao exterior.

A presença de partículas salinas transportadas pelo ar, combinada com fatores como a humidade, o vento e a chuva, pode tornar o ambiente mais exigente para materiais, acabamentos e componentes metálicos.

A exposição solar também deve ser considerada no desempenho global da solução, embora não seja uma característica exclusiva das zonas costeiras.

Ainda assim, a distância ao mar não determina, por si só, o nível de exposição de um edifício. A orientação das fachadas, a altura da construção, a ação predominante do vento e a proteção proporcionada por outros edifícios ou elementos da envolvente podem criar condições bastante diferentes, inclusive entre fachadas do mesmo projeto.

Por esse motivo, uma moradia ou empreendimento turístico diretamente exposto à frente marítima pode apresentar necessidades distintas das de um edifício localizado numa zona costeira mais protegida, mesmo quando a distância ao mar é semelhante.

Conhecer estas condições desde a fase de projeto permite selecionar de forma mais criteriosa materiais, acabamentos, componentes e níveis de desempenho, adequando a solução de caixilharia ao contexto real em que será instalada.

O alumínio é adequado para ambientes próximos do mar?

O alumínio é amplamente utilizado na produção de janelas e caixilharia exterior devido à sua resistência mecânica, durabilidade, versatilidade e capacidade de receber diferentes tratamentos e acabamentos.

Uma das suas características relevantes é a formação natural de uma camada muito fina de óxido quando a superfície entra em contacto com o oxigénio. Esta camada funciona como uma proteção do próprio metal e ajuda a limitar a progressão da corrosão em muitas condições de utilização.

Em ambientes marítimos, contudo, a presença de sais torna a exposição mais exigente. Isto não significa que o alumínio seja inadequado para projetos junto ao mar. Significa que a especificação da solução deve considerar cuidadosamente as condições do local, bem como os tratamentos de superfície, acabamentos e restantes componentes utilizados.

Também não deve ser analisado apenas o perfil de alumínio. Uma janela é um sistema composto por vidro, juntas, ferragens, mecanismos, elementos de fixação, selagens e outros componentes que trabalham em conjunto. Em zonas costeiras, a durabilidade e o desempenho final dependem, por isso, da compatibilidade entre todos estes elementos, da qualidade da instalação e da manutenção realizada ao longo da vida útil da caixilharia.

5 fatores técnicos a considerar na escolha da caixilharia

A localização deve ser considerada em conjunto com as características arquitetónicas e funcionais do edifício. Na prática, existem cinco aspetos que merecem particular atenção em projetos localizados em zonas costeiras.

1. Adequar a solução ao nível de exposição do edifício

O primeiro passo consiste em avaliar as condições concretas a que a caixilharia ficará exposta. A proximidade do mar é um fator relevante, mas não deve ser considerada isoladamente na escolha da solução.

A orientação da fachada, a incidência predominante do vento, a altura do edifício e o grau de proteção proporcionado pela envolvente influenciam diretamente a exposição de cada vão. Por esse motivo, duas fachadas do mesmo edifício podem apresentar necessidades diferentes.

Esta análise torna-se particularmente importante em projetos com fachadas muito expostas, grandes superfícies envidraçadas ou implantação próxima da frente marítima. Em vez de assumir que todos os edifícios em zonas costeiras exigem a mesma solução, a caixilharia deve ser especificada em função das condições efetivas de cada projeto.

2. Escolher acabamentos adequados às condições ambientais

O acabamento dos perfis de alumínio não desempenha apenas uma função estética. É também uma componente importante da proteção da superfície e da preservação das suas características ao longo do tempo, especialmente em ambientes mais exigentes.

Entre os tratamentos utilizados em caixilharia em alumínio encontram-se a anodização e a lacagem, que recorrem a processos diferentes para proteger e conferir acabamento à superfície.

Na anodização, a camada de óxido existente naturalmente no alumínio é aumentada de forma controlada através de um processo eletroquímico. O alumínio anodizado é utilizado há décadas em aplicações arquitetónicas exteriores, incluindo caixilharia e revestimentos de fachada, podendo apresentar elevada resistência às condições atmosféricas quando o tratamento é corretamente especificado e executado.

A espessura e a qualidade da camada, a selagem e a manutenção são alguns dos fatores que influenciam o comportamento do acabamento ao longo do tempo.

A lacagem recorre a um processo diferente, no qual o alumínio é preparado antes da aplicação do revestimento. Em ambientes com maior corrosividade, como zonas marítimas, a qualidade do pré-tratamento e do sistema de revestimento assume particular importância na resistência do acabamento. 

Assim, não existe uma regra universal que determine que a anodização é sempre superior à lacagem, ou o contrário. A escolha deve considerar o ambiente de exposição, o acabamento pretendido e as especificações técnicas aplicáveis ao projeto.

3. Dimensionar corretamente a caixilharia e o vidro

A arquitetura contemporânea recorre frequentemente a grandes superfícies envidraçadas para aumentar a entrada de luz natural, valorizar as vistas e reforçar a continuidade entre interior e exterior. Nestes casos, o desempenho da janela depende do comportamento conjunto de todos os seus componentes.

O perfil e o vidro devem ser dimensionados de acordo com fatores como as dimensões do vão, o peso do envidraçado, a orientação da fachada e as ações previstas no projeto.

Quando o desempenho térmico constitui também uma exigência, a utilização de caixilharia com corte térmico permite reduzir a transmissão de calor através dos perfis de alumínio, contribuindo para o conforto interior e para a eficiência energética do edifício.

A escolha das janelas de alumínio não deve, por isso, basear-se apenas na estética ou na dimensão visual dos perfis. Caixilharia, vidro, ferragens, sistemas de vedação e restantes componentes devem ser especificados de forma articulada, conciliando a intenção arquitetónica com os requisitos técnicos do edifício.

4. Verificar o desempenho face ao vento, à água e ao ar

Numa janela ou porta exterior, a qualidade da solução não depende apenas dos materiais utilizados. É igualmente importante conhecer a capacidade do sistema para responder às condições a que ficará sujeito depois de instalado.

Entre os principais parâmetros utilizados na avaliação técnica da caixilharia exterior encontram-se a resistência ao vento, a estanquidade à água e a permeabilidade ao ar. O LNEC realiza ensaios específicos sobre estas características em janelas e portas pedonais, no âmbito da norma harmonizada NP EN 14351-1 e do apoio à Marcação CE da caixilharia exterior.

Cada parâmetro avalia um comportamento distinto:

  • Resistência ao vento: avalia a capacidade da caixilharia para suportar as pressões exercidas sobre o vão sem comprometer a estabilidade ou o funcionamento do sistema;
  • Estanquidade à água: avalia a capacidade da janela ou porta para limitar a entrada de água da chuva;
  • Permeabilidade ao ar: mede a quantidade de ar que atravessa o sistema perante uma determinada diferença de pressão entre o interior e o exterior.


Em projetos localizados em zonas costeiras, estes parâmetros assumem especial importância quando existem fachadas muito expostas, grandes vãos envidraçados ou elevada incidência de vento e chuva.

5. Garantir uma instalação correta e uma manutenção adequada

Uma solução corretamente selecionada e dimensionada pode perder parte do desempenho esperado se a instalação não respeitar as exigências do sistema e as características do vão.

Fixações, juntas, selagens, sistemas de drenagem e remates devem ser executados com rigor, uma vez que influenciam diretamente a resposta da caixilharia à água, ao ar e às condições de exposição do edifício.

Em zonas costeiras, a manutenção assume uma importância acrescida devido à possível acumulação de sais, poeiras e outras partículas nas superfícies, sobretudo em áreas menos expostas à lavagem natural da chuva.

A limpeza periódica dos perfis, a observação do estado dos acabamentos e a verificação de ferragens, juntas e mecanismos ajudam a preservar o funcionamento da caixilharia e a identificar sinais de desgaste de forma atempada. A frequência e os procedimentos de manutenção devem ser ajustados ao sistema instalado, às recomendações aplicáveis e às condições reais de exposição de cada projeto.

Quer saber como a experiência da Rodrigues & Almeida pode beneficiar o seu projeto?

Se está a desenvolver uma moradia, empreendimento turístico ou projeto numa zona costeira, a escolha da caixilharia deve considerar desde o início as condições de exposição do edifício, as características dos vãos e os requisitos de desempenho definidos para cada solução.

Na RAL – Rodrigues & Almeida, a aplicação da caixilharia de alumínio é analisada em função das características arquitetónicas e funcionais de cada projeto. A definição da solução procura conciliar desempenho, durabilidade e integração no edifício, tendo em conta as exigências técnicas de cada contexto.

A experiência acumulada em diferentes tipologias de projeto permite-nos avaliar cada contexto de forma individual, considerando não apenas a escolha dos perfis, mas também os acabamentos, o vidro, os componentes, a instalação e as condições de utilização ao longo do tempo.

Entre em contacto connosco e descubra como a nossa experiência pode apoiar o desenvolvimento de soluções de caixilharia eficientes, duráveis e alinhadas com as exigências atuais da arquitetura e da construção.

Rodrigues & Almeida